Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino. O Bragantino vem surpreendendo nas últimas rodadas e agora briga por vaga na Libertadores, mas muito disso se passa pelo seu técnico Barbieri, clique em "mais informações" para entender o sucesso do Bragantino.
Após um início de campeonato ruim, aonde ficou no Z4 por muito tempo, o Bragantino deu a volta por cima, abandonou a zona da degola e agora, figura na parte de cima da tabela. Com 48 pontos conquistados em 34 jogos, a equipe de Bragança Paulista busca uma vaga na tão sonhada Libertadores da América.
Entretanto, o que mudou no Bragantino? O que fez uma equipe ameaçada de rebaixamento, fazer uma arrancada tão monstruosa ao ponto de se firmar na parte de cima da tabela e brigar pelo G8? A resposta óbvia seria falar do provável craque do campeonato, Claudinho, mas eu credito esse sucesso a Maurício Barbieri. Em primeiro lugar, vamos ver a formação base desse time:
Com esse 4-3-3, Raul atua como um primeiro volante que entra na defesa para iniciar a distribuição. Ryller é um meia versátil, que tem tanto características de marcação como de chegada (embora não seja uma parte importante do ataque.) Mais a frente, Claudinho, fazendo o papel de 10 e flutuando com liberdade por todas as partes do ataque.
Intensidade, pressão, marcação alta.
Foto: Reprodução Foto: Reprodução
Como pode ser visto nas imagens acima, o Bragantino gosta de subir suas linhas e sempre encaixotar o adversário nos lados do campo, para a partir disso, criar a superioridade numérica. Na primeira imagem, Ryller que sobe para encaixar essa marcação, enquanto na segunda imagem, quem realiza essa pressão é o volante Raul.
Essa intensidade, faz com que o Massa Bruta recupere bolas no campo de ataque e como no caso da segunda imagem, consiga fazer gols a partir dessas recuperações. Um time com bastante intensidade e organização nesta marcação, que como resultado lidera o Brasileirão em roubos de bola, com 21,97 roubos de bola por jogo. Além disso, o Bragantino está em terceiro entre os times que mais finalizam no campeonato (14,89 por jogo) e muitos dessas finalizações são feitas após a recuperação de bola no ataque.
Ainda mais, a equipe gosta também de usar a pressão pós perda, aliada a superioridade numérica, logo que um jogador perde, o mais próximo da jogada se mobiliza para dar esse primeiro combate, quanto mais rápido a equipe recupera a bola, mais rápido tem a chance de outra finalização.
Já com a bola, o Bragantino faz a saída de jogo com 3 jogadores, com o volante (Raul), entrando entre os zagueiros para iniciar a distribuição. Nessa parte, é bom dizer que o zagueiro pela direita, Léo Ortiz, tem uma boa qualidade de passes verticais e longos, muitas vezes é ele que quebra a primeira linha com seus passes à encontrar Claudinho.
Quando a bola chega no campo de ataque, o Massa Bruta é favorecido pelos seus pontas habilidosos, Helinho e Artur, que aliados aos laterais que tem a função de atacar por dentro (para deixar o corredor livre para os pontas) e do seu 10 Claudinho, sempre criam superioridade numérica em um terço do campo. Ytalo tem a função de finalizar as jogadas, mas ele também uma hora ou outra caí pelos lados do campo para justamente fazer essa superioridade numérica.
Essa superioridade se torna em mais opções de passe, que deixam o Bragantino sempre mais próximo do gol, um time ofensivo e pra frente que vem encantando em seus últimos jogos, buscando uma vaga na Libertadores e mesmo que essa vaga não venha, já dá para mostrar um candidato a lutar na parte de cima na tabela pelos próximos anos.
Bom, essa é a minha opinião e ela não deve ser considerada, valeu!
Texto por: João Paulo
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